Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
A Fotografia e a Paciência

Na vida a paciência é imprescindível. Não sei se há pessoas pacientes, ou se esta vai aumentando com a idade, se é uma qualidade que se desenvolve, ou se é a experiência que nos ensina a tê-la. Deve ser um cocktail de tudo isto seguramente.

Mas uma coisa acho que sei: é que a paciência faz falta, e que mais vale ter uma boa dose dela, mas sem exagerar...

 

A paciência serve para coisas importantes, que valham a pena, e em situações que compensam. É como se fosse uma oportunidade, uma espécie de “ se trabalhares muito vais conseguir”, ou “todos temos dias maus, mas o que vale é que há dias fantásticos”.

Mas para saber navegar nos mares da paciência, é preciso conhecer, ter fé e confiança, e sentir pelo menos que vale a pena, isso sim, tem que valer a pena.

 

A impaciência não traz vantagem nenhuma. A impulsividade, às vezes tem um preço. E as coisas, precisam de um período de maturação para se atingir o resultado desejado, é como o vinho!

 

Paciência e tempo, ou melhor sentido de timing, estão intrinsecamente ligados. Também é preciso paciência para “dar tempo ao tempo”, tempo este que nem sempre estamos dispostos a esperar, porque tudo tem que ser feito no momento. Mas depois sente-se a falta dos bons resultados, fruto da paciência, de um processo de aperfeiçoamento/conhecimento, e a fotografia, é um claro exemplo disso.

A espontaneidade existe e é fundamental nesta arte, mas até esta por vezes tem que ser aprendida. Mas não me interpretem mal, não é preciso ter paciência para ser espontâneo!

 

Porque falo eu de paciência? Porque a fotografia também a requer. É uma paciência que dá gozo, na qual se saboreia e se espera pelo momento certo para captar aquela luz, aquele momento, onde nos transformamos em linces em busca da presa (neste caso a fotografia) mais bonita, inesperada, genuína e original, e agir assim, na altura certa.



publicado por Marta às 15:33
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2 comentários:
De Moisés a 11 de Outubro de 2011 às 13:51
Se me permite, gostaria de acrescentar o seguinte:
Um Fotógrafo é um "caçador" de momentos. Tal como o caçador, o fotógrafo, tem de procurar pacientemente a sua presa - o momento. Por seu turno, a actividade de fotógrafo é uma actividade bem mais nobre que a de caçador: ao invés do caçador, o fotógrafo não subtrai a natureza a sua presa. Contudo, de entre os fotógrafos que melhor usam a paciência, há uma "espécie" comparável aos caçadores furtivos - os paparazzi. Estes, tal como os outros, utilizam o dom da paciência para os piores fins.


De Marta a 11 de Outubro de 2011 às 15:10
Totalmente de acordo, os paparazzi jogam com o pior que há no instinto humano: a intrusão, a cusquiçe e a destruição de muitas vidas.


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